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Artigo Oficial • 13 de agosto de 2026

Como oferecer transações sem gás aos seus usuários

Como implementar transações sem gás para seus usuários: modelo pré-pago, integração, controle de abuso, custo real por rede e quando não vale a pena.

O gás é o último passo que ninguém avisou que existia

Seu produto funciona. O usuário se cadastrou, entendeu a proposta, chegou na tela de agir — e aí aparece uma mensagem pedindo que ele tenha BNB, POL ou ETH na carteira. Ele não tem. Não sabe o que é. E não vai descobrir agora.

Esse é o momento em que a maior parte da conversão on-chain se perde, e ele não tem nada a ver com o valor envolvido: em BNB Chain ou Polygon o custo de uma operação é de centavos. O problema não é o preço, é a exigência de que o usuário adquira um ativo específico antes de poder usar o seu produto.

Patrocinar o gás remove essa exigência. Este texto é sobre como fazer isso na prática: o modelo, a integração, o controle de abuso, o custo real e os casos em que não vale a pena.

O modelo: pré-pago, um depósito, cobrança pelo consumo

O desenho é o mesmo de crédito de infraestrutura. Você mantém um saldo em moeda nativa; cada operação patrocinada consome desse saldo o gás que a rede efetivamente cobrou.

Três pontos importam mais que os outros:

  • Um depósito atende várias redes. Não é preciso manter tesouraria separada por rede. Hoje o serviço cobre BSC, Polygon, Base, Arbitrum e Ethereum com um único depósito.
  • A cobrança é pelo gás real, sem remarcação. Você paga o que a rede cobrou. Parte volta como crédito de cashback, aplicado primeiro nas transações seguintes.
  • O usuário continua assinando. Patrocínio de gás não é custódia. A chave nunca sai do usuário, e quem autoriza a operação é ele.

Vale repetir o que o artigo de conceito já diz, porque é a parte que costuma ser mal entendida: o gás não fica gratuito. Ele passa a ser um custo seu, contabilizado como aquisição, em vez de um obstáculo do usuário.

Por que EIP-7702 e não migração de carteira

Existem duas formas de dar transação sem gás a alguém. A primeira é criar uma conta inteligente nova para o usuário e pedir que ele mova os fundos para lá. A segunda é deixar a conta que ele já tem delegar temporariamente a um contrato, mantendo endereço e chave.

O EIP-7702 é o que viabiliza a segunda. E a diferença não é técnica, é de produto: pedir migração de carteira para resolver o atrito do gás troca um atrito por outro, geralmente maior. Quem entende de conta inteligente não é quem trava no gás.

Se quiser o mecanismo por dentro — UserOperation, EntryPoint, o papel do paymaster —, está em o que é um paymaster.

A integração, em três movimentos

npm install @vkx/gas

O fluxo tem sempre a mesma forma:

1. Seu servidor pede o patrocínio. Você descreve a operação do usuário e a rede. A chamada sai do backend, porque é lá que fica sua chave secreta — nunca no aplicativo. 2. O usuário assina a operação dele. Nada muda para ele: é a mesma carteira, o mesmo endereço. 3. A transação é submetida. O patrocínio cobre a taxa; sua conta é debitada pelo consumo real.

O painel mostra saldo, consumo por rede e histórico por operação — que é o que você precisa para tratar isso como linha de custo e não como caixa preta.

Controle de abuso não é opcional

Esta é a parte que costuma faltar em quem implementa patrocínio pela primeira vez. Se qualquer requisição pode disparar uma operação paga por você, seu saldo é um recurso público. Alguém vai encontrar.

Três controles resolvem a maior parte:

  • Limite por usuário e por janela. Não "quantas operações no total", mas quantas por usuário por hora ou por dia.
  • Lista de operações permitidas. Patrocine chamadas específicas — o mint do seu contrato, o claim da sua recompensa — e não qualquer chamada arbitrária.
  • Teto de custo por operação. Uma operação que deveria custar centavos e está custando dólares é sinal de algo errado; corte antes de pagar.

Vale também separar orçamento por rede. O custo no Ethereum é de outra ordem de grandeza, e um pico de congestionamento lá não deveria consumir o saldo que sustenta a operação na BNB Chain.

O custo real, com ordem de grandeza

Um número exato depende de congestionamento e da complexidade da chamada, e qualquer promessa fixa seria imprecisa. O que se pode afirmar com segurança é a ordem de grandeza: em redes de baixo custo como BNB Chain, Polygon, Base e Arbitrum, operações comuns de token e mint ficam na casa dos centavos. No Ethereum, dependendo do momento, ficam ordens de magnitude acima.

A conta que interessa não é o custo por transação, é o custo por usuário ativado. Se patrocinar três operações por usuário custa alguns centavos e evita a perda de metade dos cadastros no passo do gás, a comparação não é com zero — é com o custo de aquisição que você já paga para trazer esse usuário.

Quando não vale a pena

Ser honesto sobre isso economiza dinheiro:

  • Público que já opera on-chain. Quem mantém saldo nativo e faz transações por conta própria não trava no gás. Patrocinar aí é subsidiar quem não precisa.
  • Operações de valor alto e frequência baixa. Se o usuário está movendo um valor significativo, o gás não é o que o detém.
  • Fluxos que dependem de valor nativo. Enviar a própria moeda da rede continua exigindo saldo; o patrocínio cobre a taxa, não o valor transferido.
  • Antes de ter controle de abuso. Ligar patrocínio sem limite é um risco operacional, não uma otimização de produto.

Perguntas frequentes

O usuário precisa trocar de carteira? Não. Com a delegação do EIP-7702, é a própria conta dele que passa a suportar a operação patrocinada — mesmo endereço, mesma chave.

Isso me torna custodiante dos fundos? Não. Você paga a taxa de rede. A chave e a assinatura continuam exclusivamente com o usuário.

Preciso de um depósito por rede? Não. Um depósito único em moeda nativa atende as redes EVM cobertas.

Como evito que alguém drene meu saldo? Com limite por usuário e por janela de tempo, lista de operações permitidas e teto de custo por operação. Sem esses três, não ligue o patrocínio.

Quanto custa por transação? O gás real consumido, sem remarcação, com parte retornando como crédito. Em redes de baixo custo, centavos por operação.

Funciona para mint de NFT e itens de jogo? Sim, e é onde o ganho aparece mais rápido. O caso está detalhado em mint de NFT e games sem gás.

Próximo passo

Se o gás é o degrau que separa seu usuário da primeira ação, o caminho mais curto é medir quantos abandonam nesse ponto hoje. Depois disso a decisão fica fácil. Detalhes de integração e preço estão na página do VKX Gas.

Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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